sábado, 26 de abril de 2008

Desencontros



Ele:

“E ela se foi. Chorava copiosamente, mas não hesitou um minuto sequer. Seus passos eram firmes e aos poucos ela foi sumindo na linha do horizonte. Olhei sua figura, talvez pela última vez e não consegui sentir nada. Parecia que não era real. Subi ao meu quarto, deitei em minha cama ainda amarrotada da tórrida noite de amor e esperei. Esperei que ela retornasse. Entretanto, ela não o fez. E eu não me levantei mais...”.

Ela:

“Achei que ele gritaria meu nome e exigiria que eu voltasse para seus braços e para a sua vida, entretanto, quanto mais eu caminhava, mas a certeza de que ele não faria isso me afligia a alma. Ao longe, parei e olhei em direção a casa. Ele não estava mais na varanda, sinal de que não se importava com o meu destino. Caminhei sem rumo, pois ele era minha direção. Nunca mais parei...”.

Simone Batista

Nenhum comentário: